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O que pensam os estrangeiros do CBLoL?

Arte UOL
Coreanos, sérvios e franceses, entre outros, marcam presença no torneio brasileiro Imagem: Arte UOL

Bruno Izidro

Do START, em São Paulo

2019-06-08T07:00:00

08/06/2019 07h00

O campeonato é brasileiro, mas não estranhe se encontrar um "Sang" ou "Petkovic" na lista de atletas. Desde que quatro coreanos chegaram em 2014 para jogar LoL no Brasil, o Campeonato Brasileiro vem se habituando a receber jogadores e técnicos de diversos países.

Mais de 30 estrangeiros já passaram por aqui, disputando as competições oficiais da Riot. Alguns viraram queridinhos dos torcedores, como o francês Hugo Padioleau, o Dioud. Outros são praticamente de casa, como o treinador Alexander "Abaxial" Haibel, que já comandou os times da INTZ, Keyd, Red Canids e agora está na Redemption.

Na atual segunda etapa do CBLoL 2019, são 15 os estrangeiros oficialmente inscritos. Conversamos com alguns deles para saber o que os trouxe até aqui, como estão se adaptando ao país e do que sentem mais falta nessa nova experiência.

Antonio "LeChase" Ramalho

Divulgação/Riot Games
Imagem: Divulgação/Riot Games

Posição: Caçador
Time: Uppercut
País: Portugal
No Brasil desde: janeiro 2019

"No início, com a língua, o que era difícil eram as pessoas entenderem o que eu falava. Já pra mim, o mais estranho era como cumprimentar as pessoas. Tirando o 'bom dia' e 'boa tarde' o resto é bem diferente, é um cado estranho. Lá (em Portugal) a gente tem 'oi' e 'boas', aqui tem 'coé', 'e aí galera'. Essas expressões não temos por lá."

Alexander "Abaxial" Haibel

Divulgação/Riot
Imagem: Divulgação/Riot

Posição: Treinador
Time: Redemption
País: Estados Unidos
No Brasil desde: 2015 com idas e voltas

"Eu sempre volto (pra treinar times no CBLoL) porque eu criei uma conexão com o Brasil. Eu conquistei muitas amizades e, hoje, alguns dos meus melhores amigos estão aqui, como o Gabriel (Revolta, atualmente na Red Canids e que estiveram juntos na INTZ e Vivo Keyd), foi ele quem me ensinou a primeira palavra em português: Gostosa."

Dusan "Ryuzaki" Petkovic

Divulagação/Riot Games
Imagem: Divulagação/Riot Games

Posição: Caçador
Time: Team One
País: Sérvia
No Brasil desde: maio 2019

"Na Europa, há jogadores melhores, enquanto aqui só os jogadores profissionais são realmente bons, mas eles me surpreenderam e já enfrentei Caçadores aqui que são bem melhores do que os Caçadores da Europa. Eu acho que o Brasil é uma região forte (para League of Legends) e não deve ser menosprezada."

Seong "Reven" Sang

Divulgação/Riot Games
Imagem: Divulgação/Riot Games

Posição: Treinador/Analista
Time: Flamengo
País: Coreia do Sul
No Brasil desde: novembro 2018

"Fora o óbvio de família e amigos, eu sinto falta de certas facilidades, porque basicamente tudo na Coreia funciona 24 horas. Em cada esquina tem uma loja de conveniência em que posso comprar água, cigarros, cerveja, qualquer coisa por lá. Não só lojas de conveniência, mas karaokês, bares e shopping. Esse é o tipo de facilidade que eu sinto falta aqui, por tudo fecha cedo e são poucas as lojas que ficam abertas o tempo todo."

Hugo "Dioud" Padioleau

Divulgação/Riot Games
Imagem: Divulgação/Riot Games

Posição: streamer
Time: PaiN Gaming
País: França
No Brasil desde: 2015

"Hoje, o que eu mais sinto falta são dos meus sobrinhos. Eles são crianças e todo esse tempo que eu passo aqui no Brasil são momentos que eu não compartilho com eles e que eu não vejo eles crescerem. Eu espero que isso não vai me prejudicar no futuro com o nosso relacionamento."

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