Topo

Mortal Kombat


Prévia: "Mortal Kombat 11" refina mecânicas e reforça bom momento da série

Divulgação
Imagem: Divulgação

Rodrigo Lara

Colaboração para o UOL, em São Paulo

2019-04-02T04:00:00

02/04/2019 04h00

A esta altura vocês, leitoras e leitores, já viram ao menos um trailer de "Mortal Kombat 11". Pudera: a NetherRealm Studios tem revelado aos poucos as muitas novidades do game que chega dia 23 de abril, em versões para PC, PlayStation 4, Switch e Xbox One.

Ainda que esses vídeos permitam ter uma visão básica do que vem por aí - clima violento, estética sanguinária e visceral, como manda o DNA da série -, nada melhor do que ter um gostinho da novidade na prática. Pois UOL Jogos teve a oportunidade de testar "Mortal Kombat 11" durante o beta fechado que rolou entre os dias 27 de março e 1º de abril, com cinco personagens disponíveis: Baraka, Jade, Kabal, Scarlet e Scorpion. E a impressão inicial, ainda que nessa versão limitada, foi bastante positiva.

Ritmo cadenciado

Quem jogou as últimas duas iterações da série sabe que "Mortal Kombat" ressurgiu depois de vários games de qualidade duvidosa. "Mortal Kombat 11" mantém a pegada de seus antecessores mais diretos, tanto na apresentação quanto na jogabilidade básica. Os lutadores continuam mais "pesados" em sua movimentação em comparação com outros games de luta, como "Street Fighter V", e o sistema de luta, ao menos em sua essência, pouco mudou. Aqui, a grande diferença é que a NetherRealm limitou um bocado a eficiência dos combos realizados por meio de botões, especialmente quando os jogadores tentam manter o adversário no ar, sem defesa, enquanto desencadeiam uma série de ataques.

Esses chamados "juggle combos", em um jargão mais técnico, eram um recurso muito utilizado por jogadores avançados em "Mortal Kombat X". Já no novo game, a luta tende a ser mais cadenciada e menos "apelativa", com os jogadores analisando o adversário e procurando brechas para contra-atacar.

Em resumo, as lutas de "Mortal Kombat 11" trazem uma abordagem mais estratégica e técnica. Jogadores excessivamente agressivos tendem a ser punidos por essa postura.

Jogabilidade variada

Você tem a possibilidade de escolher estilos de luta diferentes para cada personagem - são três por boneco. Cada estilo tem golpes especiais exclusivos, o que agrega ainda mais variedade, já que cada personagem tem características bem particulares. Com Kabal, por exemplo, os lutadores podem escolher uma variação totalmente baseada na velocidade do personagem ou uma mais equilibrada, que mescla velocidade e projéteis.

Reprodução
Kabal e Sub-Zero são dois dos personagens confirmados em "Mortal Kombat 11" Imagem: Reprodução

Os X-Ray, golpes superpoderosos que contavam com uma apresentação especial sempre que fossem encaixados, mostrando uma "visão de raio-x" do adversário sendo trucidado, não existem mais. No seu lugar, entraram os "Fatal Blows", golpes de "desespero" que ficam disponíveis sempre que a sua barra de energia é reduzida. Não é preciso dizer que esses movimentos, quando acertados, tiram um belo "teco" da energia do oponente, não é? Eles podem ser usados uma vez por luta e são capazes de mudar completamente a maré dos combates.

Os X-Ray acabaram se tornando um recurso cosmético sempre que o jogador encaixa um contra-ataque. Nessa situação, o seu golpe causará um pouco mais de dano e desencadeará uma animação específica, dependendo da parte do corpo do inimigo atingida.

Ainda durante as lutas, os jogadores têm duas barras na base da tela, uma para ataque, a outra para defesa. É uma nova abordagem para o que seria a barra de super de "Mortal Kombat X". Essa energia acumulada pode ser usada tanto para ativar golpes especiais mais fortes (gastando a barra destinada ao ataque) quanto para usar recursos defensivos, como a quebra de combo do adversário (gastando a de defesa).

Outra novidade é o "Flawless Block", um recurso que exige que o jogador bloqueie um ataque exatamente na hora que ele será atingido. Isso acaba funcionando como um "parry", que abre o adversário para um contra-ataque.

Os Brutalities seguem presentes e usam a mesma fórmula vista em "Mortal Kombat X": para ativá-los, basta terminar a luta com um tipo de golpe específico. A grande diferença aqui é que vencer o segundo round dando um gancho como golpe final já é o suficiente para ativar um Brutality (no caso, você arranca a cabeça do oponente com o soco).

Reprodução
Imagem: Reprodução

E, claro, os Fatalities. Aqui, um aviso: se você tem estômago fraco, é melhor ficar longe de "Mortal Kombat 11". Os já, digamos, detalhados golpes de finalização vistos em "Mortal Kombat" (sim, o "9") e "Mortal Kombat X" ficaram ainda mais dramáticos no novo jogo. Além de mostrar métodos bem criativos de finalizar o oponente, os Fatalities do novo jogo também conta com novos ângulos de câmera que tornam a violência ainda mais explícita. Por fim, após aplicar um golpe do tipo, a animação final fica "congelada" na tela.

É quase uma aula de anatomia.

Boa impressão

"Mortal Kombat 11" sabe que a luta, hoje, não é só pelo bolso do jogador, mas também pelo tempo precioso dele. Então se você somar os 25 lutadores previstos - cada um com três variações - e possíveis novos personagens adicionados futuramente, pode ir se preparando para um relacionamento de longa duração.

Da mesma forma, as novas mecânicas também têm potencial de tornar as partidas mais divertidas de serem assistidas, o que é fundamental para a cena competitiva do jogo e também para conseguir um lugar na sempre agitada cena de streamers.

Tudo leva a crer que a série vai conseguir manter o seu bom momento. Ainda bem.

Siga o UOL Start no

Mais Mortal Kombat