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Jogo Rápido: Com novo visual e controle, "Onimusha" remasterizado é ótimo

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"Onimusha: Warlords" ganhou um tapa no visual e nos controles - a câmera é a mesma Imagem: Divulgação

Rodrigo Lara

Colaboração ao UOL, em São Paulo

2019-01-15T06:00:00

15/01/2019 06h00

Há quase 18 anos, em 25 de janeiro de 2001, a Capcom lançava para PlayStation 2 um game que, em uma primeira olhada, poderia facilmente ser chamado de "'Resident Evil' com samurais". Essa comparação tinha motivos de sobra, já que "Onimusha: Warlords", uma nova franquia da produtora japonesa, utilizava diversos elementos da bem-sucedida série de games de terror - que, àquela altura, já tinha rendido quatro games da série principal e um spin-off.

A concepção do jogo data de 1997 e idealizava um "Sengoku Biohazard", um "Resident Evil" com ninjas que se passaria no Japão medieval e teria como cenário uma mansão cheia de segredos e armadilhas.

Ainda que "Onimusha: Warlords" tenha saído um pouco diferente dessa ideia inicial, a fórmula se mostrou certeira: ele foi o primeiro game do PlayStation 2 a alcançar um milhão de cópias vendidas. Na época do lançamento, além dos gráficos e da história, a jogabilidade ganhou elogios - como veremos adiante, ela se mostraria extremamente datada - o que, somado ao bom desempenho comercial, garantiu que a franquia fosse relativamente longeva, com quatro games da série principal e dois spin-offs.

Eis que, em 2019, a Capcom resolveu reviver o jogo que deu início a toda essa história. Com versões para Nintendo Switch, PC, PlayStation 4 e Xbox One, "Onimusha: Warlords" ganhou um "tapa" no visual, trazendo gráficos aprimorados e em resolução maior e que podem ser exibidos na proporção 16:9 típica das TVs atuais (há uma opção para jogar em 4:3, como o game original).

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"Onimusha: Warlords" teve visual melhorado, mas não refeito completamente Imagem: Divulgação

Vale apontar, no entanto, que não se trata de um "remake". Ou seja: não espere gráficos totalmente refeitos.

Além disso, essa versão remasterizada também traz um sistema de conquistas dentro do jogo, dificuldade "Easy" disponível desde o início e o principal: uma mais do que necessária atualização nos controles.

Zumbis? Não, demônios

No game, os jogadores controlam pela maior parte do tempo um samurai chamado Samanosuke Akechi - em algumas partes do jogo, a kunoichi Kaede também pode ser controlada -, cuja missão é resgatar a princesa Yuki, raptada por uma horda de demônios.

O combate do jogo utiliza espadas - além da inicial, há três armas elementais obtidas durante o jogo e que podem ser aprimoradas - e um arco. Samanosuke também tem uma manopla capaz de absorver energia dos inimigos mortos, o que é útil para se curar e acumular energia para golpes especiais e também para melhorar seu equipamento.

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Em vez de zumbis, você luta contra demônios Imagem: Divulgação

A fórmula "Resident Evil" também é vista na presença de diversos quebra-cabeças - alguns exigem bastante raciocínio dos jogadores - e na progressão do game em si, o que envolve obter itens para abrir novos caminhos e retornar a áreas já exploradas.

Uma vez superados, esses desafios transmitem aquela sensação de satisfação ao jogador, o que mostra que mesmo depois de quase duas décadas eles ainda são atuais.

Jogabilidade refeita faz a diferença

Um dos pontos mais críticos e que certamente fariam esse remaster parecer "datado" diz respeito à jogabilidade original do game. Sim, os mais saudosos ainda podem utilizá-la, mas convenhamos: se em um game mais cadenciado como "Resident Evil" já era um tanto complicado mover o personagem usando comandos de "tanque", esse esquema era totalmente enfadonho em um game de ação.

Para quem não experimentou o game na época, esse sistema foi usado nos primeiros games da série "Resident Evil" e consistia em movimentar o personagem como se ele fosse um tanque de guerra. Ou seja, apertar para cima no direcional faria ele andar na direção que ele estivesse olhando, enquanto ele era rotacionado usando os botões para a direita e esquerda.

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Câmera fixa ainda atrapalha, mas controles melhoraram Imagem: Divulgação

Nesse remaster, é possível controlar Samanosuke pelo direcional analógico, em um esquema parecido com o remake de "Resident Evil". Na prática, facilita o game, uma vez que o personagem fica mais ágil e capaz de desviar dos ataques dos inimigos.

O que não mudou, no entanto, é a câmera fixa enquanto o jogador explora os cenários. Ainda que na maior parte do tempo isso não cause problemas, é inevitável hora ou outra ser atingido por inimigos fora do seu campo de visão. É, sem dúvida, o aspecto mais datado do jogo.

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De maneira geral, a resposta é "sim". Salvo a questão da câmera - qualquer mudança nesse sentido mudaria totalmente a essência do jogo, convenhamos -, "Onimusha: Warlords" é um ótimo jogo de ação, que exigirá não apenas reflexos rápidos da parte do jogador como também uma boa dose de raciocínio.

Essa versão remasterizada é uma boa forma de experimentar os primórdios de uma franquia que criou uma boa base de fãs - os games da série já venderam mais de 8 milhões de cópias -, mas que, infelizmente, foi deixada de lado pela Capcom.

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