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Jogamos: tático e aberto, "The Division 2" é ótima experiência cooperativa

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"The Division 2" evoluiu em todos os sentidos em relação ao primeiro games Imagem: Divulgação

Rodrigo Lara

Colaboração para o UOL, em São Paulo

2018-10-13T18:16:14

13/10/2018 18h16

Quando a Ubisoft lançou "The Division", a premissa do game era ótima: mecânicas de tiro em terceira pessoa, mundo pós-apocalíptico, e uma boa mescla de multiplayer cooperativo e competitivo. 

O game, no entanto, enfrentou diversos problemas, em especial com trapaças de jogadores e também diversos bugs. Ainda que não tenha significado um fim prematuro, certamente fez com que ele demorasse para emplacar.

Esse é justamente um ponto que a Ubisoft pretende corrigir no jogo. "Nós não estávamos preparados para o sucesso. Para 'The Division 2', nós queremos oferecer uma experiência robusta para que os jogadores nunca terminem, de fato, o jogo. Queremos que eles continuem jogando e descobrindo coisas novas no game. É um ponto que queremos avançar em relação a 'The Division'", afirma a pesquisadora Cloe Hammoud, que atua na narrativa e na criação de mundo e "The Division 2", em entrevista exclusiva ao UOL Jogos durante a BGS 2018.

Tivemos a oportunidade de disputar uma partida cooperativa de "The Division 2" e o que pudemos notar é que a novidade avança em todos aspectos em relação ao primeiro game da franquia. 

Um dos pontos que mais chamou a atenção é o fato de o game ter mapas mais abertos. Cloe explica que essa é uma característica advinda da própria localização do jogo: agora, a ação ocorre em Washington DC, um cenário muito mais aberto do que a cidade de Nova York do primeiro jogo. 

"A ação de 'The Division 2' acontece sete meses depois da epidemia em Nova York. Nós queremos mostrar a transformação que ocorreu com a cidade, como a vida selvagem tomou conta do lugar. Washington é uma cidade muito diferente de Nova York, não tão cosmopolita", afirma.

Os mapas mais abertos influenciam diretamente na ação a partir do momento que você tem a oportunidade de abordar confrontos de maneiras distintas, não apenas frente a frente. É possível flanquear inimigos, achar pontos de vantagem e virar situações desfavoráveis a seu favor.

Outra novidade é a presença de classes de personagens. Na nossa partida, jogamos com uma franco-atiradora que se beneficia muito do novo formato do game. Com áreas mais abertas, é possível encontrar um ponto favorável que tenha uma boa visão do campo de batalha e ir escolhendo alvos a dedo.

"Os desafios podem ser encarados de qualquer ângulo. É uma experiência diferente do primeiro jogo, é um game mais aberto", diz Cloe.

Outro ponto que agradou foram os controles: responsivos, é fácil encontrar áreas de cobertura e se movimentar. As armas também têm "peso", reagindo de formas distintas e tendo aplicações bem específicas. Não adianta, por exemplo, usar um rifle de franco-atirador em batalhas de curta distância. Com a divisão de classes, é bastante provável que os jogadores façam times mais mesclados e aproveitem as características fortes de cada um dos personagens.

Em relação à história, pouco foi possível experimentar durante a demo experimentada. Cloe, no entanto, ressalta que uma das principais metas da Ubisoft é surpreender os jogadores. "O maior objetivo é fazer os jogadores aproveitarem a história de formas que não sejam óbvias, permear os diversos modos de jogo com a narrativa do game".

Saberemos se a produtora terá sucesso nisso quando o game chegar às lojas, em 15 de março do ano que vem, com versões para PC, PlayStation  e Xbox One. 

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