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Jogamos: "Devil May Cry 5" é rápido, visceral e, principalmente, empolgante

Rodrigo Lara

Colaboração para o UOL Jogos

2018-08-24T04:00:00

24/08/2018 04h00

Foram 20 minutos de contato intenso com uma demo de "Devil May Cry 5", game que chegará para PC, PlayStation 4 e Xbox One em 8 de março do ano que vem. Um tempo curto, é verdade, mas suficiente para cravarmos: o game tem tudo para marcar um retorno da série em grande estilo.

Considerando os episódios numerados, a série está em hiato de dez anos: "Devil May Cry 4" saiu no distante 2008, introduzindo um novo personagem, Nero - justamente o protagonista de "DMC 5", como falaremos mais adiante.

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Claro que, no meio desse tempo, tivemos o lançamento de "DmC: Devil May Cry", uma tentativa de recomeço da série que foi recebida com críticas pelos fãs. Na verdade, há de se considerar que o que houve foi uma certa má vontade dos jogadores, que se preocuparam muito com o novo visual do protagonista Dante e pouco com o jogo que em si, um belo exemplar de game de ação.

Ao se manter fiel às raízes em termos de enredo, "DMC 5" tem tudo para não sofrer esse tipo de recepção. Na verdade, pelo pouco que UOL Jogos experimentou do jogo, é possível dizer que ele traz tudo de bom que marcou a série. Ou seja: é um game rápido, visceral e que empolga o jogador o tempo todo.

A caçada continua

"DMC 5", como título deixa claro, se passa vários anos após "Devil May Cry 4". No novo game, Nero tem sua própria agência de caça aos demônios, usando uma van como quartel-general. Ao lado dele está Nico, uma engenheira que criou uma mão robótica para o personagem chamada Devil Breaker. Nero usa essa prótese após seu antigo braço, Devil Bringer, ter sido arrancado por um inimigo ainda não identificado.

Além do lado ciborgue, Nero também traz consigo suas armas do jogo anterior: a espada Red Queen e o revólver de cano duplo, Blue Rose.

É esse arsenal que o jogador terá à disposição para realizar os mais variados combos e enfrentar inimigos com características bem distintas. O uso básico do braço mecânico permite que o jogador lance uma espécie de gancho, trazendo inimigos para perto e os deixando à mercê de golpes de espada.

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Imagem: Divulgação

Além disso, é possível segurar o botão que utiliza o Devil Breaker para usar um golpe específico do braço equipado. Sim, Nero poderá usar vários tipos de Devil Breaker, que são encontrados pelas fases.

Esse uso carregado gasta "munição" do item e, uma vez que ela se esgota, o braço é descartado e Nero instala o próximo que está em seu inventário - é possível carregar mais de um Devil Breaker de uma vez, mas a ordem que eles podem ser utilizados é definida conforme o jogador os recolhe.

Como nos jogos anteriores da série, "Devil May Cry 5" tem um medidor de estilo, cuja nota aumenta conforme o jogador mantém o contador de combos rolando e varia os golpes aplicados.

O sistema de combate, portanto, é bem livre e cabe ao jogador criar um estilo próprio. É possível travar a mira nos inimigos e usar o direcional para variar os movimentos de Nero.

Lançar os adversários para o ar, aplicar um combo aéreo, usar o Devil Breaker para puxar algum outro inimigo para a "festa" enquanto usa o revólver para atirar em quem está longe: a descrição parece complicada, mas os comandos são precisos o suficiente para permitir que o jogador faça tudo isso de maneira consciente.

E o melhor: passagens do tipo são legais de serem executadas, bonitas de serem assistidas e, principalmente, tendem a deixar o jogador com um sorriso na cara enquanto avança pelo game.

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Imagem: Divulgação

No fim da demo, também foi possível enfrentar um chefe de fase. Ele impressiona pelo visual e pelo tamanho: é um monstro gigante que exige agilidade do jogador para se esquivar e manter o fluxo de ataque. Desafiador sem ser frustrante.

Deleite visual

Se "Devil May Cry 5" parece bem encaminhado quando o assunto é jogabilidade, o visual também não fica atrás. O jogo usa o mesmo motor de "Resident Evil 7" e do novo "Resident Evil 2" e isso é garantia de gráficos excepcionais.

Tanto cenários - o visto na demo trazia uma cidade destruída com uma riqueza de detalhes impressionante -, quanto inimigos e o próprio Nero são bem construídos e, no caso dos últimos dois, têm animações bem fluídas. O mesmo vale para efeitos de golpes e iluminação.

Na parte sonora, o game faz de tudo para manter o jogador sob um surto de adrenalina, trazendo ritmos eletrônicos com batidas intensas - e que também acabam ajudando, indiretamente, a manter o ritmo dos golpes durante as lutas.

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Por fim, a atuação dos personagens (o jogo terá apenas legendas em português) é digna de nota, caprichando no humor ácido típico de série. Passagens exageradas e divertidas também serão presença garantida no game - uma delas, inclusive, arrancou risos nos momentos que antecederam a batalha contra o chefe da demo.

Pena que ainda teremos que esperar pouco mais de seis meses até colocarmos as mãos na versão final de "Devil May Cry 5". Ao menos, apesar do curto contato, é possível dizer que essa será uma espera que tem tudo para valer a pena.

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