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"Shadow of War" é como uma colisão entre "Senhor dos Aneis" e "God of War"

Victor Ferreira

Do Gamehall, em São Francisco*

2017-09-20T04:01:00

20/09/2017 04h01

Apesar de ser considerado um dos grandes jogos de 2014, “Terra-média: Sombras de Mordor” deixou alguns fãs irritados com certas... liberdades criativas... tomadas pelos desenvolvedores em relação à obra de J.R.R. Tolkien, e mesmo com os filmes de Peter Jackson.

Estas mesmas pessoas provavelmente vão detestar “Terra-média: Sombras da Guerra”.

Como toda sequência que se preze, o estúdio Monolith decidiu deixar tudo maior e mais explosivo (às vezes literalmente), o que frequentemente entra em conflito com seu material-fonte.

Um bom exemplo disso é o fato de que Shelob, que aparece no livro “As Duas Torres” e no filme “O Retorno do Rei” como uma aranha gigante, aqui é apenas uma mulher com estilo gótica suave.

Mas isso não se compara a uma missão que joguei durante minha sessão de testes, em que a dupla Talion e Celebrimbor enfrentam um grupo de Orcs xamãs, que acabam por invocar um Balrog.

Nosso anti-herói, em resposta, chama a ajuda de um espírito da natureza, chegando a montar na entidade para entrar em uma porrada franca com a criatura de fogo e sombra, no melhor estilo Godzilla.

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É, com este cara mesmo Imagem: Reprodução

É honestamente o tipo de coisa que você espera do Kratos em “God of War” -- com direito a botões contextuais e tudo --, ou algum momento intenso de “Asura’s Wrath” ou “Naruto Shippuden Ultimate Ninja Storm”, e não necessariamente algo relacionado a “O Senhor dos Anéis”.

O quanto isto vai te aborrecer, novamente, depende do seu apreço pela obra original de Tolkien, pois “Sombras da Guerra” mantém essencialmente o mesmo formato de seu predecessor, mas com ainda mais opções para ou destruir hordas de Orcs, ou subjugá-las por meio de capitães e guarda-costas infiltrados nos exércitos de Mordor - tudo com os efeitos do sistema Nemesis, que impressionou tanta gente há três anos atrás.

A grande novidade é que agora Talion tem o seu próprio exército para tomar fortalezas de Sauron, e como que também pode ser afetado pelo Nemesis caso seja defendido por um espião ou um rival que tenha adquirido durante o jogo.

Como um todo, “Sombras da Guerra” parece ser mais de “Sombras de Mordor”, com alguns elementos e mecânicas extras. Se você gostou do jogo anterior, é provável que vá se divertir com este (e não precisar do sistema de microtransações desagradável implementado pela Warner).

Só não fique surpreso se sentir que em algum momento o Fantasma de Esparta estiver por perto.

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Sério, por que ela não é uma aranha gigante? Imagem: Reprodução

"Terra-média: Sombras da Guerra" sai em 10 de outubro para PC, PS4 e Xbox One.

*O jornalista viajou a convite da Microsoft

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