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Jogamos no Xbox One X: "Assassin's Creed" se reinventa no Egito antigo

Assista ao primeiro trailer de "Assassin's Creed Origins"

UOL Jogos

Barbara Gutierrez

Do UOL, em Los Angeles

2017-06-11T20:04:30

11/06/2017 20h04

É uma mistura de "The Witcher" com Egito

“Assassin’s Creed Origins” é mais do que uma simples continuação na famosa série dos assassinos. O game desconstrói todos os conceitos já consolidados na franquia para se reinventar - algo que já era necessário há algum tempo.

Pude jogar o novo game no Scorpio, que finalmente foi revelado como Xbox One X. O novo console da Microsoft traz um poderio gráfico que resultou no “Assassin’s Creed” mais bonito já visto na franquia - afinal de contas, estamos falando de um jogo sendo rodado a 4K.

E não é qualquer game, não. Com uma ambientação no Egito Antigo, a próxima aposta da Ubisoft conta a origem da irmandade dos assassinos com a narrativa do protagonista Bayek, o último Medjai - um egípcio tradicional em um mundo cuja cultura antiga encontra-se em declínio.

O game agora tem características de um RPG de ação, com um novo sistema de missões, contagem de experiência, árvore de habilidades, um mundo aberto enorme e detalhado, trazendo uma representação minuciosa da cultura egípcia.

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Jogadores poderão utilizar cavalos para navegar os enormes ambientes abertos do game Imagem: Reprodução

A inteligência artificial de “Origins” foi cuidadosamente repensada para oferecer uma nova maneira de lidar com o ambiente a sua volta, já que absolutamente todos os soldados, NPCs e até animais deste universo possuem seus propósitos únicos.

Isso significa, por exemplo, que caso você tenha um alvo específico, ele não estará fixo apenas em um local esperando pelo abate. Todos os personagens possuem motivações próprias, fazem seus trabalhos e até voltam para suas famílias no conforto de suas casas.

O novo “Assassin’s” possui ciclos de dia e noite, missões que fazem parte na construção da personalidade de Bayek, sistema de crafting para armaduras e armas - que inclusive farão o combate ser mais variado.

Neste quesito, a diversidade chega a ser enorme. Cada arma traz um status próprio (como atirar cinco flechas de uma só vez ou dar dano extra por envenenamento), quantidade de dano que varia de acordo com o peso e agilidade do item, além de serem classificadas como ‘comum’, ‘rara’ ou ‘lendária’ de acordo com suas cores (azul, roxo, amarelo).

O jogador pode trocar entre o combate de longo ou curto alcance rapidamente, apenas manejando os gatilhos (caso esteja com um arco, o gatilho esquerdo mira e o direito atira e no caso de armas corpo a corpo o gatilho direito é o ataque forte).

Como eu prefiro ficar no modo stealth, preferi utilizar um arco rápido e uma lança de longo alcance para lidar com meus inimigos sem me machucar, mas para alguém que gosta mais de partir para a porrada no meio de toda a ação, a dica é utilizar armas como um machado que vai cortar qualquer um no caminho, com o custo de ter uma mobilidade mais lenta.

No game, é possível lutar embaixo d’água (que por sinal está com um cenário aquático tão lindo quanto a vegetação do ambiente e a aridez do deserto), em um barco - que pode ser pilotado também -, em cima de um cavalo ou… até mesmo em um camelo. Em todas essas situações, os controles são os mesmos e trazem uma estabilidade maior para as lutas.

Falando em animais, o fiel companheiro de Bayek é uma águia que possui funções muito parecidas à águia pré-histórica de “Far Cry Primal”, com uma visão aérea que auxilia o jogador a encontrar objetivos, localizar soldados e observar itens necessários mesmo à longa distância. O animal é uma parte essencial no game.

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A função de 'visão de águia' dos "Assassin's Creed" anteriores retorna como uma visão de águia literal Imagem: Reprodução

A primeira demo que joguei no evento da Ubisoft trazia uma parte da missão principal da história em um momento mais avançado do jogo, com o protagonista no nível 20. É perceptível a forma como os NPCs possuem vida própria e não necessariamente esperam por algum tipo de interação do jogador, além do fato de que o mundo aberto é lindo e enorme.

Bayek, como todo bom assassino, consegue escalar absolutamente tudo, desde subir simples casas até chegar ao topo de uma montanha. O mundo inteiro está disponível ao jogador e possui segredos a serem desvendados, desde uma pirâmide até as profundezas do rio, localizações pouco prováveis de serem exploradas e que ainda assim podem conter verdadeiros tesouros.

Já a segunda demo trazia uma experiência diferente: a Gladiator Arena, que como o próprio nome sugere, traz uma arena cheia de armadilhas dignas de qualquer Coliseum na qual Bayek precisa derrotar diferentes inimigos - arqueiros, guardas, soldados mais parrudos até chefões que podem ser encontrados no decorrer do jogo - que chegam em hordas.

Apanhei um pouco? Talvez no início, mas a curva de aprendizado do combate é confortável e faz com que seja necessário somente um pouco de paciência até conseguir socar a cara de todos os oponentes. As arenas estarão distribuída pelo jogo como uma maneira de ganhar mais experiência e melhorar sua árvore de habilidades, além de ganhar itens valiosos.

Enfim, a experiência me fez crer que a Ubisoft está dando um bom caminho à franquia e investindo não apenas em gráficos, mas em uma experiência que tenta trazer novidades para uma série que se encontrava engessada em seus moldes antigos. Até que enfim.

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